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27.10.07

eu pensei em contar um pouco sobre a minha aventura na figuração de filmes, que se tornou minha visita ao submundo do porno. ok... era um porno nada sub. mas beleza. na real eu to meio cansada, e queria de verdade escrever um monte de coisas. o porém é que ando tão contida (fisicamente oras...) que não ta rolando de ponderar nas palavras, escrever do jeito que eu gosto. é isso.
preciso liberar um monstro que ta aqui preso. depois, tudo se supera.
ahn... a história do porno eu conto sim, depois.

22.10.07

eu to surtando. não é bom perceber e pior ainda é admitir. hoje, depois de uma frustraçãozinha de nada, pensei que as veias fossem explodir nas temporas. eu tô cansada. sei que vou achar isso aqui uma baboseira depois, mas agora... nossa, agora não tô aguentando.

13.10.07

Pinel 

minha primeira visita ao pinel, em pirituba, foi tranquila.
eu acordei muito cedo... não tinha muita noção de quanto tempo levaria até lá. mas foi rápido.
já moro longe, meio caminho andado.
conhecemos todas as instalações, ou melhor, circulamos por boa parte do terreno. são 76 ou 79 mil metros quadrados? não lembro, mas é muito... muito grande. o complexo foi construído por iniciativa de um grupo de médicos e empresários.
inaugurado em 1929 (ou por aí) foi considerado um centro de cuidados aos doentes mentais muito moderno, por conservar regime aberto.
nessa época eel recebia somente mulheres, parece que havia um anexo nas cercanias para abrigar doentes homens, mas não sei direito...
em 1944 foi comprado pelo governo do estado. estava praticamente abandonado... em estado precário. ao contrário do que a gente tende a visualizar, foi assim que o parque se revitalizou. e passou a atender a população em geral.
a arquitetura do Pinel é impressionante. tem muitos traços assustadores por lá, mas ao mesmo tempo, as vezes faz lembrar um tranquila colonia de férias.
a entrada do complexo se dá pela subida de um morrinho, fica de frente para o pico do jaraguá, ou seja... para o por do sol.
é uma beleza.
entramos (eu estava com mais duas pesquisadoras do projeto que tô envolvida) em algumas das enfermarias, inclusive nos bangalôs.
não me assustam os perturbados.
não sei explicar.
numa ala de segurança; onde as portas são trancadas; uma garota nos pediu abraço. foi calorosa.
ela pareceu encantada com meus joelhos fudidos, cheios de cicatrizes pequenas.
senti algo esquisitinho...
me pareceu tão normal, entende? ela eu digo, perturbada, mas assim... como boa parte das pessoas com quem me entendo.
depois, acabei descobrindo que ela é amiga de duas amigas minhas. estudou lá na mesma faculdade que eu.
maluco é uma pessoa ser interditada né? a advogada explicou. e eu fiquei tão desanimada com a humanidade.
no hospital tinham uns bichinhos, patos, gansos, gatos. eu brinquei com uns bichanos. comecei a ficar cansada.
comprei uma florzinha na oficina de terapia ocupacional. cinquenta centavos. prendi na minha camiseta preferida.
aquele lugar tranquilo me assustou.
acabei esquecendo tudo que queria escrever.


olha para cima. eu adoro esse vendo. a cor dos meus olhos. um dia brilhando, com ventos, lilás. me escapam as palavras. eu chamo isso de nostalgia.
gosto de cozinhar. beber um cafézinho. deitar no chão com as pernas para cima.
olha para cima.
embaraçar os cabelos. entrelaçar os dedos.
eu quero ver o mar. arder sentada na areia. desencavar meus biquinis grandes... que já devem estar pequenos e rir até ter dores na barriga.

4.10.07


eu tive um sonho alucinante. óbvio que era sexo. ele brindava meus lábios com beijos de navalha. e sorria como anjo contemplando seu presente vermelho.
eu me retorci torturada. e acordei na penumbra dessa bagunça que é meu quarto, minha vidinha.

2.10.07

"De onde venho, não saberia dizer: nos templos, permaneço sem crenças; nas cidades sem ardor; junto aos meus semelhantes , sem curiosidade; sobre a terra, sem certezas. Dái-me um desejo preciso e derrubarei o mundo.Livrai-me desta vergonha dos atos que me faz interpretar a cada manhã a comédia da ressurreição e a cada tarde a do enterro. Sonho em querer e tudo o que quero me parece sem valor.
Como um vândalo roído pela melâncolia, vago sem fim, eu sem eu, para não sei que lugar..para descobrir um deus abandonado, um deus que fosse ele mesmo ateu, e dormir à sombra de suas últimas dúvidas e de seus últimos milagres."

cioran

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